«Esperamos que este protocolo abra portas a todos». Foi deste modo que o Presidente da União dos Exportadores da CPLP, Mário Costa, abordou o Protocolo estabelecido esta tarde entre aquele organismo e o Município de Vila Verde, conjuntamente com a Associação Empresarial de Vila Verde –AEVIVER, entidade promotora. «É mais uma porta que se abre às nossa empresas no sentido de gerar novas oportunidades e novos negócios de cá para lá e de lá para cá», assinalou o presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, António Vilela, durante a mesma cerimónia, onde também esteve presente o presidente da AEVIVER, José Morais, para quem este Protocolo de Cooperação/“Carta de Compromisso Bilateral” com a União de Exportadores da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) «abre novas portas, novas oportunidades, um canal de excelência para os negócios com mais de 80 Países da área de influência da CPLP. Através do protocolo hoje celebrado com a União dos Exportadores da CPLP, procuraremos uma maior valorização da rede de contactos nos CPLP, criando sinergias e aproveitando a presença diplomática nos países lusófonos e o uso da língua portuguesa como um recurso valioso para cimentar o desenvolvimento económico e social da nossa terra».

A visita oficial dos responsáveis foi liderada pelo presidente do organismo, Mário Costa, acompanhado de uma comitiva da instituição e da direcção da associação empresarial de Vila Verde. Nota de destaque ainda para a presença do Secretário-Geral da Confederação Empresarial dos CPLP, José Lobato. A visita iniciou-se com uma passagem pelas instalações da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), liderada pelo Director da Instituição e presidente da AG da AEVIVER, João Luís Nogueira. Seguiu-se uma recepção nos Paços do Concelho, onde se realizou a assinatura formal do Protocolo de Cooperação/“Carta de Compromisso Bilateral” entre a Câmara Municipal, a AEVIVER e a União de Exportadores da CPLP.
«A abertura de oportunidades para as pequenas e médias empresas do concelho e da Região nos PALOPS e a consequente ajuda no estreitamento de relações comerciais/empresarias com os países de língua portuguesa» estão entre os objectivos centrais traçados pelas entidades parceiras.

ABRIR “PORTAS” ÀS PME 
Abrir “portas” e estabelecer contactos e canais oficiais de relações comerciais/empresariais estão na génese deste Acordo. «Acreditamos na cooperação entre entidades empresariais, governamentais e económicas, e na coorelação positiva quando trabalhada numa vertente de crescimento económico e exportação», avança o presidente da União de Exportadores da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), Mário Costa.

A UE-CPLP está representada nos seguintes Países: Angola, Guiné-Equatorial, Moçambique, Ilhas Maurícias, São Tomé e Príncipe, Portugal, Cabo Verde, Senegal, Moçambique, Brasil, Guiné-Bissau, Japão, Timor-Leste e Macau. «Estamos em mais de 80 Países, pois os 9 países da CPLP estão enquadrados em regiões vastas de quatro continentes», acentuou o presidente da UE-CPLP, Mário Costa, que desafiou à realização de um Fórum da UE-CPLP em Vila Verde, «quando o Município e a AEVIVER assim entenderem». 
A soma dos PIB dos países da CPLP alcança um valor aproximado de 2,2 bilhões de dólares. Os países da CPLP têm cerca de 650 milhões de consumidores. A língua é um factor de aproximação; de resto, o Português é a 5ª língua mais falada no mundo.

OBJECTIVOS
No quadro do Acordo que está em preparação, ficarão estabelecidos alguns objectivos genéricos, avançam os organismos parceiros, em nota enviada à nossa redacção. Assim, ficam traçados as seguintes metas: «Divulgação e implementação de sistemas de incentivo à exportação; Prestação de serviços de aconselhamento empresarial direcionado para a exportação; Apoio à internacionalização de empresas; Realização de ações de qualificação profissional; Criação de redes de networking; Promover instrumentos de facilitação e desenvolvimento da atividade empresarial; Defender os interesses das empresas e empresários da CPLP; Criar uma força dialogante junto dos organismos oficiais, governamentais e económicos».

No mesmo quadro, «ficam alavancadas algumas linhas de actuação: Busca de parceiros de negócio, desenvolvimento de mercado, missões empresariais; Pesquisa e seleção de fornecedores; Visitação a feiras e prospecção comercial; Promoção de contatos e negociação com órgãos públicos; apoio e acompanhamento a processos de abertura de empresas; Elaboração de estudos de mercado e planos de negócio; Promoção e apresentação de portfólio de produtos e serviços; Acompanhamento local».