AEVIVERO programa ‘Comércio Investe’, novo sistema de incentivos para o comércio a retalho, já foi regulamentado.

O ‘Comércio Investe’ tem como objectivo geral o apoio a projectos de investimento, promovidos por empresas comerciais ou por associações empresariais, destinados a promover a inovação nas empresas do sector.

O apoio financeiro, a conceder a projectos apresentados pelas empresas comerciais, assume a natureza de incentivo não reembolsável, correspondente a 40% das despesas elegíveis, não podendo ultrapassar o valor de 35 mil euros por projecto.

Uma boa execução do projecto poderá conduzir a uma majoração de 5% ou 10%, ou seja, o incentivo a “fundo perdido” poderá atingir 45% ou 50% do total das despesas elegíveis efectuadas.

Consideram-se como despesas elegíveis a aquisição de equipamentos informáticos e software; aquisição de equipamentos e mobiliário que se destinem a áreas de venda ao público; criação ou dinamização da presença na Internet (ex: comércio electrónico); certificação de sistemas, produtos e serviços no âmbito do sistema português da qualidade; despesas com a criação e protecção da propriedade industrial.

São também consideradas como despesas elegíveis a requalificação da fachada, remodelação da área de venda ao público e aquisição de toldos ou reclames; estudos, diagnósticos, concepção de imagem, projectos de arquitectura e de especialidades e processo de candidatura.

Para cada área de investimento encontram-se fixados limites máximos de apoio para efeitos de cálculo do valor do incentivo a atribuir.

Há um conjunto de actividades comerciais que não beneficiarão deste sistema de incentivos, pelo que os interessados devem, em função da actividade comercial que desenvolvem, consultar o regulamento da medida ‘Comércio Investe’, a fim de perceber se poderão ou não ter direito a este programa de apoios.

As candidaturas serão processadas por fases e devem ser apresentadas por via electrónica na página da internet do Instituto de Apoio a Pequenas e Médias Empresas e à Inovação. A primeira fase de apresentação de candidaturas decorre até ao próximo dia 25 de Novembro.

Refira-se o facto de que em despacho recentemente publicado foram definidas as orientações e regras sobre as entidades beneficiárias da medida ‘Comércio Investe’, as datas de publicação das decisões sobre os projectos aprovados, as dotações orçamentais por região e as condições específicas da primeira fase de candidaturas.

Para obter informações adicionais os interessados deverão enviar um email para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Para mais informações:

http://www.iapmei.pt/iapmei-not-02.php?noticia_id=1099

     

Foi apresentada, no passado sábado, no auditório da Junta de Freguesia de Lanhas, a Direção Técnica do Centro Social do Vale do Homem – Instituição Particular de Solidariedade Social. A equipa é constituída por Joana Barros, de Ferreiros, que assume o cargo de Diretora Técnica, Rosário Fernandes, da Vila do Pico de Regalados e que será a Técnica de Serviços Sociais e, ainda, Isabel Fernandes Costa, de Lanhas, Encarregada de Serviços Domésticos.

De acordo com o presidente do CSVH, Jorge Pereira, estas nomeações resultam de um “processo de seleção rigoroso que obedeceu a um conjunto de testes escritos e psicotécnicos feitos pela Comissão de Contratação de Colaboradores da instituição e que mereceu o voto por unanimidade da direção”. O dirigente afirmou, ainda, que o Centro Social do Vale do Homem quer ser “a melhor IPSS da região”.

Agora, à Direção Técnica do Centro caberá a missão de contratar 26 colaboradores para o corpo laboral do Centro.

Também no sábado, o CSVH assinou um protocolo com a AEViVer, segundo o qual a IPSS procura envolver as empresas locais na aquisição de equipamento e material para a instituição, bem como em ações de patrocínio para mobilar os quartos que terão, depois, o nome dessas empresas. Por seu turno, o CSVH compromete-se a “apresentar soluções para os familiares dos dirigentes e colaboradores das empresas sob a alçada da AEViVer”.

Município cede terreno para criar horta e espaços verdes

A Câmara Municipal aprovou um contrato-promessa para a constituição do direito de superfície, a favor do Centro Social do Vale do Homem, sobre um terreno que o município possui em Lanhas, contíguo ao local onde está a ser construído o Lar de Idosos.

“A cedência do direito de superfície sobre este terreno por 25 anos a esta IPSS visa viabilizar a instalação de equipamentos, de espaços verdes e de uma horta, para usufruto dos utentes do Centro Social do Vale do Homem que presta serviços de apoio às crianças e de proteção dos cidadãos na velhice e na invalidez”, sustentou em comunicado o presidente da Câmara, António Vilela.

O edifício do lar de idosos com serviço de apoio domiciliário integrado do Centro Social do Vale do Homem, na freguesia de Lanhas, está em fase final de construção e constitui um dos equipamentos sociais que se encontram a ser edificados no concelho de Vila Verde. Além deste, estão a ser construídos o lar de idosos de Escariz, promovido pela Casa do Povo local, o de Valbom S. Pedro, da responsabilidade da Santa Casa da Misericórdia, e outro, de cariz particular, que está a ser erigido em Aboim da Nóbrega. “O concelho de Vila Verde já possui - e verá alargado em breve - um número muito significativo de equipamentos sociais de grande qualidade, graças ao espírito de iniciativa e ao empreendedorismo das suas instituições que têm sabido aproveitar os financiamentos nacionais e comunitários para melhorar e ampliar as condições de prestação de serviços aos seus utentes, e o Município orgulha-se de manter com as respetivas direções um diálogo permanente e uma postura ativa de colaboração no trabalho realizado no âmbito da rede social concelhia”, defendeu o presidente da Câmara.

A Associação Empresarial de Vila Verde (AEViVer) liderou uma visita de negócios a Moçambique com um grupo de sete empresários do concelho, cobrindo diferentes áreas de atividade. A iniciativa permitiu concretização de negócios diretos, a formação de empresas e o estabelecimento de novas ligações económicas entre unidades industriais dos dois países. Em entrevista ao Jornal OVilaverdense, o presidente da associação, José Morais, faz o balanço da iniciativa, anuncia projetos para o futuro e fala dos apoios que a AEViver presta aos empresários. José Morais aborda também a questão da sede e salienta que está mais preocupado com o apoio às empresas do que com instalações.

Jornal O Vilaverdense: Qual o balanço genérico desta missão a Moçambique?

José Morais: Esta missão a Moçambique tinha um objetivo muito claro: promover negócios para as empresas. E posso-lhe dizer que venho de lá com o dever demissão cumprida. Abdiquei da minha vida profissional e pessoal, mas valeu a pena. Todos os empresários formalizaram negócios, uns mais do que outros. Foi criada uma empresa moçambicana com capitais 100 porcento vilaverdenses, estabeleceram-se muitas parcerias que estão a gerar encomendas, uma das empresas que está a vender para Moçambique contratou no início deste mês funcionários para poiar logisticamente essa internacionalização. Quer eu, quer os meus colegas de direção da AEViver, sentimos uma enorme realização pelo facto de termos ajudado estas empresas. Sentimos que este é o caminho.

Têm vindo a estabelecer contactos com outros pontos do Globo, Timor e China concretamente. Em concreto, o que está alinhado nestes contactos internacionais?

Moçambique é um mercado para empresas com sentido de empreendedorismo, que querem trabalhar esse mercado, não para empresas que se vêm obrigadas a sair de Portugal devido à retração do mercado. Já Timor e China são mercados, também difíceis, mas que podem ser trabalhados a partir de Vila Verde, com exportação de produtos. Essa é a nossa linha de orientação. Porque nem todos têm capacidade de internacionalizar empresas, deslocar meios e instalarem--se num pais a 9.000 quilómetros de distância, mas enquanto associação temos de defender todos por igual. O pequeno comerciante, que produz olaria ou que comercializa carne biológica e enchidos, os produtores de vinho, azeite, etc. podem ver na exportação a tábua de salvação das suas empresas. Estamos atualmente a negociar com uma cooperativa chinesa a possibilidade de comercialização de produtos biológicos, como carne de vaca e frango, azeite, vinhos, queijos, etc. O objetivo é que a AEViVer faça a união entre muitos pequenos comerciantes e essa cooperativa. Acredito que isso pode ajudar muitas empresas que estão com dificuldades em encontrar compradores para os seus produtos.

Um empresário Vilaverdense que queira estabelecer contactos com mercados internacionais que tipo de apoio pode receber da AEViver?

O empresário deve acima de tudo definir uma estratégia de internacionalização. Se pretender instalar a empresa, em Moçambique pode faze-lo sem sequer se deslocar ao país. Embora deva fazê-lo porque deve sentir o país, sentir a gente. Se por ventura procura encontrar um parceiro de negócios, a associação no âmbito do protocolo que tem com a AlMO – Associação Industrial de Moçambique tem capacidade logística de colocar essa empresa em contacto com associados da AlMO onde eventualmente pode encontrar essa parceria. Existem muitos outros contactos institucionais além da AlMO que foram agora aproveitados e cujos resultados estão à vista. O Dr. Sérgio Alves é um desses contactos.

Está mais alguma missão internacional programada para os próximos tempos?

 Sim, Moçambique ainda antes do verão. Com vários objetivos, um deles formalizar outra empresa com capitais vilaverdenses e arrancar com um projeto agropecuário. Depois do sucesso desta última viagem temos recebido vários pedidos de empresários de Lisboa, Porto, Braga e obviamente de Vila Verde a pedir apoio na internacionalização das suas empresas. A nossa prioridade é apoiar os nossos associados. Somos muito bairristas e centramos toda a nossa atenção nas empresas do concelho. A nível Interno, quando avança o projeto de instalação da vossa sede? Para ser sincero, neste momento isso é o que menos me preocupa. Quando se faz um bom trabalho, quando efetivamente se ajudam as empresas, quando se presta serviço associativo como o que a AEViVer presta, e os empresários já perceberam isso, um site onde se podem ler todas as notícia se convocatórias, uma boa comunicação por email e telefone é quanto basta para estarmos em sintonia comas empresas associadas. Temos que ser uma mais-valia e não um encargo para os nossos associados. Pessoalmente, vejo com muita apreensão os exemplos da nossa região onde existem associações com grandes sedes, muito pomposas, mas existem também grandes problemas, nomeadamente financeiros. Enquanto for presidente da associação a nossa missão é muito clara: ajudar as empresas, criar novos postos de trabalho e, com isso, dinamizar a economia local. Tudo o resto é secundário e será resolvido quando as partes envolvidas assim o entenderem.

Em números, traduza a AEViver (n° associados, n° de contactos para negócios, n° de investimentos, n° ações...)

E esse um dos problemas do associativismo em Portugal. Associações que se preocupam com números internos quando se devem preocupar com as empresas. Respondendo à sua pergunta, consigo-lhe traduzir a AEViVer em ‘alma’. Tudo o que fazemos é feito com muita alma, muito empenho, muita paixão e dedicação. Temos uma direção composta por gente com personalidades diferentes mas que trabalha e está unida nessa causa. Estamos juntos e os números que nos preocupam são os de todas as empresas do concelho, grandes e pequenas. Queremos números altos no volume de negócios das empresas associadas e um grande número de empregos criados em Vila Verde. Por isso, mesmo no iníciode Março, promovemos na Vila de Prado uma sessão de esclarecimento junto dos pequenos comerciantes locais, com vista à apresentação de programas de apoio comunitário que sobrelotou a sala que tínhamos preparada. São esses os números da AEViVer.

Manuel Alfredo Oliveira

 



O jornal O Vilaverdense ouviu quatro dos participantes na missão empresarial a Moçambique. Alberto Alves, Tiago Almeida, Horácio Ferreira e Jorge Pinheiro falaram da experiencia, explicaram os objetivos que tem para aquele mercado africano e dão as suas opiniões sobre a internacionalização.

1- Que resultados concretos trazem da missão a Moçambique?

2-Moçambique e os países lusófonos são mercados apetecíveis? Porquê?

3-Que conselhos deixam a outros empresários que queiram apostar neste ou noutros mercados internacionais?

Alberto Alves, Cervães, empresa ASA PEDREIRAS, IDA(Extração de Inertes)

1 - A missão empresa rial a Moçambique, lide rada superiormente pela AE VI VER e em particular pelo seu presidente José Morais, proporcionou uma experiência mui to enriquecedora sobre este mercado tão especial para nós portugueses. Depois de inúmeras reuniões e contactos com pessoas influentes no sistema estatal e empresarial moçambicano, estabelecemos uma parceria com um grupo económico local, para a instalação de uma central de britagem de inertes em Tete. No âmbito desse contrato/parceria com uma das maiores construtoras moçambicanas, estimamos um volume de negócios anual na ordem dos 5 milhões de euros. Esta oportunidade vai ainda permitir a criação de cerca de 30 postos de trabalho.

2- Moçambique é um mercado apetecível, tem um clima fantástico com praias lindíssimas que poderá ter no turismo um sucesso incalculável, tem na agricultura condições para produzir vários produtos duas vezes por ano. Tem na zona norte do país áreas enormes de exploração de carvão, foi descoberto recente- mente grandes áreas de gás natural, tem produção de algodão, café, tem uma costa com o melhor marisco do mundo, etc. Deixo aqui alguns pontos que no meu entender vão fazer deste país uma grande potência económica dentro de poucos anos.

 3 - No meu entender tem que ser abordado com uma visão diferente da que estamos habitua dos a lidar no nosso mercado nacional. É um destino onde o investimento é uma incógnita muito grande, poderá ser um mercado de milhões para muitas empresas mas que poderá ter o reverso da medalha e poderá ser o fracasso para muitas outras empresas. Para haver sucesso é muito importante que as em presas se juntem a instituições conhecedoras do mercado moçambicano, como foi no meu caso a AEViVer.

 

Tiago Almeida, Esqueiros, empresa ZENIT AUTOMOVEIS, IDA (Desmantelamento de Veículos em Fim de Vida)

1 - Estabeleci um excelente contacto com uma empresa de Maputo que opera na minha área de negócio. Neste mo mento, continuamos em negociações com uma empresa moçambicana tendo em vista levar o nosso conhecimento e tecnologia para Moçambique participando dessa forma no seu capital social. Espero com Isso au mentar o nosso volume de negócios e das duas empresas africanas.

2 - Na minha opinião, a língua e a longa tradição que as nossas empresas têm com Moçambique são as principais razões. Trata-se de uma economia emergente com elevados índices de crescimento e Portugal tem uma presença importante no país, podendo ser um dos maiores investidores estrangeiros em Moçambique. São muitos os sectores atrativos e as oportunidades de negócio, os que registam maior investimento são o agrícola, seguido do turismo, recursos minerais e energia.

3 - O que posso dizer, por experiência própria, é que é preciso ir lá, conhecer a cultura e o povo moçambicano. Perceber o funcionamento do país ajuda a esclarecer dúvidas e a encontrar soluções para os possíveis problemas que possam surgir. Apercebi-me, por exemplo, que existe escassez de mão-de-obra qualificada e as infraestruturas (transportes, saneamento e energéticas) são deficitárias. Outra questão importante é estabelecer contactos institucionais que só se conseguem em associativismo. O protocolo da AEViVer com a AlMO é uma grande ajuda.

 

Horácio Ferreira, Cervães, empresa CERVACONTAS, Ida (Contabilidade e Auditoria)

1 - Nesta missão a Moçambique celebrei um protocolo  com um dos maiores gabi netes de contabilidade da  quele país, de forma a poder  acompanhar tecnicamente  a instalação e legalização  de empresas portuguesas,  o seu enquadramento e  aconselhamento fiscal, de  gestão, contabilístico e de  reporting. Através deste protocolo a CERVACONTAS apoia na totalidade os empresários portugueses que  querem entrar no mercado  moçambicano, sem necessidade destes se desloca  rem lá. 

2 - São mercados apetecíveis pelas taxas de crescimento que apresentam,  pelas moedas que estão  mais fortes que o Euro e  pelos recursos naturais que  potenciam toda a economia.  A proximidade cultural e linguística facilita muito. 

3 - O concelho que deixo aos empresários portugueses é que pensem nas  vantagens de internacionalizarem as suas empresas,  através do investimento  direto, neste caso em Moçambique.  Primeiro terão de definir uma estratégia de investi mento, escolherem o parceiro certo e conseguirem bons contactos para obter licenciamentos e financiamento. Por último não deixem para amanhã o que podem fazer hoje, cada dia que passa é mais uma oportunidade de negócio que deixa de ser concretizada.

 

Jorge Pinheiro, Soutelo, empresa MEGANOR, IDA (Equipamentos e Produtos Manutenção Auto)

1 - Resultados muito positivos. Formalizamos negócios relacionados com material para instalação de uma fábrica de pneus e muitos contactos de empresas interessadas em vender os nossos produtos que já se estão a traduzir em novas vendas. Mas, acima de tudo, venho de lá com uma visão real do mercado moçambicano, que é um mercado em franco crescimento em vários sectores de atividade. Espero regressar no final deste mês.

2 - Bastante apetecíveis. Pelos recursos naturais que dispõem e pelo desenvolvi mento geral que se adivinha para o futuro desses países. Tudo isso gera mais-valias. As pessoas vivem contentes, consomem bens e ser viços e, com isso, as empresas respiram saúde. O facto de falarem português, de a nossa legislação e cultura serem idênticas, facilita os negócios.

 3 - Identifiquem potenciais parceiros, tentem marcar reuniões de trabalho. Apos tem sempre com segurança, passando pelo aconselha mento e acompanhamento no terreno por parte da AEViVer. Sem esse apoio institucional o trabalho dos empresários é muito mais difícil.

 

 

 “Para todos os que Gostam dos Bombeiros”  DIA DO ASSOCIADO

Dia 25 de Abril de 2013 pelas  21h

- Abertura com a atuação do Grupo de Fados e Baladas de Coimbra
- Assinatura do Protocolo entre a AIIBWD e a AEVIVER
- Apresentação aos socios do ‘Cartão do Centenário”
- Entrega do cartão aos primeiros 100 sócios;
- Atuação do Grupo de Acção Cultural - RAIZES.

 

 

Apresentação do programa “SIALM - Sistema de Incentivos de Apoio Local a Microempresas”, é um programa integrado que procura estimular a atividade económica produtiva de base regional e local, enquadrado no Programa “Valorizar”, apresentado recentemente pelo Governo Português.

 

Data: 19.03.2013
Hora: 9h30
Local: IEMinho - Soutelo